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Pellissari Engenharia: Construir é também conectar

há 4 horas
3 min de leitura



Há construções que transformam a paisagem. Outras ajudam a transformar a própria forma de uma cidade crescer. Em Lucas do Rio Verde, a trajetória da Pellissari Engenharia acompanha esse movimento há cerca de 18 anos, período em que o município deixou para trás parte de suas características iniciais e passou a exigir da construção civil soluções cada vez mais sofisticadas.


À frente da empresa, o engenheiro civil Henrique Pellissari testemunhou essa transformação de perto. Mais do que acompanhar a expansão urbana, a Pellissari Engenharia também participou dela, adaptando projetos, técnicas e equipes às novas demandas de um mercado que mudou profundamente ao longo dos anos.


A construção civil, afinal, é um dos retratos mais visíveis do desenvolvimento. Quando uma cidade cresce, surgem novas moradias, empresas, estruturas comerciais e industriais. Crescem também as exigências por segurança, eficiência, conforto e melhor aproveitamento dos espaços. E a engenharia precisa acompanhar cada uma dessas mudanças.


“Construir um prédio não é como construir uma casa. Obras verticais exigem conhecimento específico, experiência e uma grande transformação nas equipes de linha de frente das obras”, explica Henrique.

A observação traduz uma mudança que já pode ser percebida na paisagem luverdense. Se no passado predominavam as construções horizontais, o avanço populacional e a valorização do espaço urbano impulsionaram a verticalização. Com ela, vieram novos desafios técnicos e a necessidade de profissionais preparados para lidar com sistemas construtivos mais complexos.


Engenharia que acompanha o tempo

É nesse cenário que a Pellissari Engenharia vem ampliando sua atuação. Atualmente, a empresa trabalha também com edificações verticais e domina sistemas construtivos como ICF e Steel Frame, tecnologias que oferecem novas possibilidades em eficiência, sustentabilidade, desempenho e velocidade de execução.


A evolução, porém, não está apenas nos materiais ou nos métodos utilizados. Ela também passa pelas pessoas. À medida que as obras se tornam mais complexas, cresce a necessidade de capacitação, especialização e integração entre os diferentes profissionais envolvidos em cada projeto.


Essa mesma lógica, de certa forma, está presente em outra frente da atuação de Henrique: sua participação no BNI Hangar, ocupando a cadeira de construtor.


Para ele, a experiência no grupo empresarial ajuda a ampliar uma compreensão que vai além da geração de negócios. Trata-se de construir uma rede baseada em confiança, conhecimento compartilhado e relações que possam permanecer sólidas mesmo diante das oscilações do mercado. “Em tempos de crescimento, fazer bons contatos é importante. Em tempos de crise, é essencial”, resume.


A frase ganha significado quando observada sob a perspectiva de quem atua em um setor diretamente ligado aos ciclos da economia. A construção civil exige planejamento de longo prazo, investimentos, capacidade de adaptação e uma rede de profissionais capazes de encontrar soluções diante dos desafios que surgem no caminho.


No BNI, Henrique encontrou justamente esse ambiente de troca. “Estar no BNI vai muito além de participar de reuniões. É estar cercado de empresários que vivem desafios parecidos, compartilham experiências, indicam oportunidades e, principalmente, constroem relações de confiança.”



Relações que sustentam negócios

Para o engenheiro, existe uma diferença fundamental entre simplesmente conhecer pessoas e construir uma rede na qual exista confiança suficiente para recomendar o trabalho de alguém.


Essa confiança, segundo ele, é um dos ativos mais importantes para quem empreende. Uma indicação não representa apenas a apresentação de uma empresa a um possível cliente. Ela carrega consigo a credibilidade de quem faz a conexão.“É isso que uma boa rede de empresários constrói: confiança, conexão e oportunidades.”


A visão dialoga com a própria essência da engenharia. Uma construção sólida não nasce de um único elemento. Depende de projeto, planejamento, conhecimento técnico, materiais adequados e, sobretudo, da integração entre pessoas.


No ambiente empresarial, Henrique acredita que não é diferente. “Principalmente nos momentos em que o mercado aperta, não é hora de se isolar. É hora de estar mais presente, fortalecer relacionamentos e abrir novas portas.”


Depois de quase duas décadas acompanhando a transformação de Lucas do Rio Verde, a Pellissari Engenharia segue construindo em um município que também continua em transformação. Mas, para Henrique, construir não se resume ao concreto, ao aço ou às novas tecnologias que chegam aos canteiros.


Existe uma outra construção, menos visível, mas igualmente importante: aquela feita de relações, confiança e conexões. “Porque negócios são feitos entre empresas, mas começam entre pessoas.”




Texto: Maryuska Pavão

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