Muito além dos números: a visão empresarial de Rosimeri Paloschi

Para algumas pessoas, contabilidade nunca é apenas uma questão de números, guias ou obrigações burocráticas. Esse é o caso de Rosimeri Paloschi, empresária e contabilista, sócia da C-Control Contabilidade e da Start BPO. Ao longo dos últimos anos, ela construiu sua atuação profissional a partir de uma compreensão mais ampla: por trás de cada empresa existem pessoas, decisões, sonhos e responsabilidades que precisam ser sustentados por informação de qualidade.
É essa visão que também orienta a presença da C-Control no BNI, onde a empresa ocupa a cadeira de contabilidade. A aproximação com a metodologia começou ainda antes da criação do grupo em Lucas do Rio Verde, quando Rosimeri e sua equipe já enxergavam nas conexões uma oportunidade de ampliar a contribuição da empresa. “Quando chegar a hora, nós seremos seus parceiros”, lembra Rosimeri ter dito ao empresário Ronaldo, ainda no período de construção do projeto. A motivação era clara: “Conhecer mais pessoas, conhecer mais empresas e poder contribuir com a realização dessas pessoas e dessas empresas”.
A experiência confirmou as expectativas. Ao longo da participação no BNI, vieram novas conexões e negócios, tanto por indicações feitas pela C-Control quanto por oportunidades geradas pelos demais integrantes do grupo. Para Rosimeri, entretanto, o valor da experiência ultrapassa a geração de negócios. “É essa conexão sólida, essa relação com pessoas de bem, que têm propósito, que querem de fato agregar valor e deixar sua marca”, define.

Quando os números ganham significado
Com aproximadamente 750 clientes e uma equipe de cerca de 60 colaboradores, a C-Control também carrega uma preocupação especial com as pessoas que fazem parte da organização. Para Rosimeri, não basta ocupar uma função: é preciso compreender o impacto do próprio trabalho. “Somos preocupados em não ter apenas funcionários, mas em ter colaboradores e contribuir para a realização dessas pessoas aqui dentro da nossa empresa também”, afirma.
Treinamento e desenvolvimento profissional e pessoal fazem parte dessa estratégia. A lógica é simples: uma equipe preparada proporciona uma experiência mais completa ao cliente.
Nesse processo, Rosimeri também observa uma transformação importante na própria profissão. Em um cenário de automação e inteligência artificial, o diferencial humano deixa de estar na execução mecânica e passa a estar na capacidade de interpretar informações. “A gente não precisa de pessoas para apertar botão. Hoje a inteligência artificial, os sistemas e as automações estão aí para apertar botão. A gente precisa de gente que interprete o que está sendo feito”, destaca.
É nessa interpretação que, para ela, reside o verdadeiro valor da contabilidade: transformar números em informação e informação em decisões.
Uma profissão ainda mais estratégica
Essa perspectiva ganha força diante das mudanças no sistema tributário brasileiro. Para Rosimeri, a reforma tributária exige das empresas muito mais do que uma adaptação operacional. Será necessário compreender como as alterações podem repercutir na precificação, nas margens, no fluxo de caixa e até na escolha dos fornecedores. “Quando falamos de reforma tributária, falamos de uma reforma empresarial como um todo”, explica. “Nós precisamos entender onde esses impactos irão afetar os processos e ajustar esses processos para que a gente tenha resultados mais positivos.”
Nesse cenário, o contador assume uma posição cada vez mais estratégica. “Nós não estamos aqui apenas para gerar guias. Estamos aqui para encontrar as melhores opções, para ajudar as empresas a atingirem melhores resultados.”
Cuidar do que acontece nos bastidores
Essa mesma filosofia está na origem da Start BPO, empresa de terceirização financeira criada para atender uma necessidade percebida no contato cotidiano com os empresários.
A proposta é oferecer uma estrutura especializada para cuidar do chamado back-office financeiro, permitindo que o empreendedor concentre energia naquilo que conhece e faz melhor.
Emissão de notas, programação de pagamentos, conciliação bancária, fluxo de caixa, orçamento e relatórios analíticos fazem parte desse trabalho. Ao terceirizar a operação, o empresário também pode reduzir custos de estrutura e contar com profissionais especializados. “A gente realmente cuida do back-office”, resume Rosimeri.
No fim, as duas empresas expressam a mesma essência de sua trajetória: transformar complexidade em clareza para que o empresário tenha mais segurança para decidir, crescer e buscar novos caminhos. Porque, para Rosimeri Paloschi, cuidar dos números nunca foi apenas cuidar dos números. É cuidar das escolhas que eles ajudam a tornar possíveis.

Texto: Celso Nery





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