BNI Hangar: Conexões que movem negócios

Existe uma diferença importante entre conhecer pessoas e construir relacionamentos. No mundo dos negócios, essa diferença pode representar uma oportunidade, uma parceria, um novo cliente ou até mesmo uma mudança na maneira de conduzir uma empresa.
É justamente nesse espaço entre relacionamento e resultado que atua o BNI Hangar, em Lucas do Rio Verde. O grupo reúne empresários de diferentes segmentos em encontros semanais, estruturados para gerar conexões, compartilhar experiências, fazer indicações e, acima de tudo, construir confiança.
Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Desde o início de formação do grupo, em fevereiro do ano passado, até o final de setembro, foram mais de R$ 25 milhões em negócios movimentados pela rede. Mas, para quem participa, o valor do BNI não está apenas no faturamento. Está no que acontece antes dele.

“Conexões geram bons negócios, bons negócios geram resultados para a sua empresa”, resume Ronaldo Ribeiro, diretor regional, ao falar sobre a proposta do grupo.
Ronaldo conhece de perto esse processo. Ao longo da atuação no BNI Hangar, acompanhou o amadurecimento do grupo e a construção de uma cultura em que indicar deixou de ser apenas uma possibilidade e passou a fazer parte da rotina dos empresários.
A lógica é simples, mas exige disciplina: conhecer o trabalho do outro, entender sua capacidade, desenvolver confiança e, quando surgir uma oportunidade, fazer a conexão.
Não se trata, portanto, de simplesmente trocar cartões.
“O BNI é uma reunião de empresários que semanalmente se encontram para fazer indicações, fazer referências e celebrar o que foi construído durante a semana”, explica Ronaldo.
E é justamente a constância que dá força ao método.
Dar para receber
Para Vitor Quinzani, diretor de área e empresário que participa do BNI Hangar, a experiência também passa por uma mudança de comportamento.
Ele conta que, quando recebeu o convite, sequer conhecia o funcionamento do BNI. A decisão inicial foi praticamente um salto no desconhecido.
“Quando eu fui convidado, eu nem sabia o que era BNI Hangar. Eu só disse: põe meu nome, está aqui o pagamento e nós vamos ver o que é isso aí.”
A descoberta veio depois.
Ao compreender que estava diante de uma metodologia estruturada de relacionamento empresarial, Vitor percebeu que havia uma conexão direta com uma característica importante de sua própria trajetória profissional: grande parte das vendas da Kasa Móveis já vinha por indicação.

“Minha indicação, minha venda na Kasa Móveis, passa de 80% de indicação”, revela.
Para ele, o BNI potencializou algo que já fazia parte da dinâmica de seus negócios. A diferença está na organização e na reciprocidade.
“Você precisa estar presente, precisa estudar, precisa fazer seus lançamentos, precisa dar para receber. É uma metodologia que funciona demais.”
Esse “dar para receber” talvez seja uma das melhores sínteses do espírito do grupo. A lógica não é esperar uma indicação. É criar condições para que ela aconteça naturalmente, a partir da confiança construída entre os participantes.
E o resultado, segundo Vitor, ultrapassa os próprios membros.
“É uma forma de realmente fortalecer os empresários da nossa cidade.”
Um método que também ensina
Se o relacionamento é o ponto de partida, o desenvolvimento pessoal e profissional aparece como uma das bases para sustentar essa rede.
No BNI Hangar, os empresários não estão apenas reunidos para falar de seus negócios. Existe uma rotina de estudos, treinamentos e acompanhamento das atividades realizadas pelos membros.
Vitor explica que a metodologia inclui a chamada UEG, uma unidade de estudo que faz parte da rotina do grupo.
“Quem lá está precisa estudar, precisa ver o podcast, ler um livro, participar de um treinamento. Você precisa evoluir como pessoa e como empresário para que possa permanecer no BNI Hangar.”
Até as atividades realizadas ao longo da semana são acompanhadas por meio de um aplicativo, onde os participantes registram indicações, agradecimentos, estudos e resultados.
A metodologia cria, assim, um ambiente em que o empresário também é estimulado a olhar para o próprio comportamento.
É uma característica que chama a atenção de Leonardo Lopes, empresário que acaba de assumir a presidência do BNI Hangar.
Um novo ciclo
A posse de Leonardo representa mais do que uma troca de função. Ela marca o início de um novo ciclo para um grupo que já demonstra força e que agora trabalha com a perspectiva de ampliar sua presença em Lucas do Rio Verde. “Passa-se um filme na cabeça”, conta Leonardo ao lembrar do momento em que entrou no BNI.
No começo, havia dúvidas. Como em qualquer decisão empresarial, era preciso avaliar riscos, possibilidades e resultados.
“Quando a gente entrou, ainda um pouco com receio, com medo se vai dar certo ou não, mas, ao avaliar os prós e os contras, falamos: vamos embora, que vai ser muito bom.”
A aposta deu resultado.
Hoje, Leonardo fala em números expressivos de vendas geradas por meio do BNI e destaca também aquilo que não aparece imediatamente em uma planilha: a rede de contatos construída ao longo do caminho.
O grupo conta atualmente com cerca de 60 empresários e trabalha com uma meta ambiciosa para o próximo ciclo: chegar próximo de 100 integrantes.
Mais do que crescer em quantidade, a expectativa é consolidar um projeto que, segundo Leonardo, nasceu vitorioso e vem despertando o interesse de novos empresários.

Uma rede que ultrapassa fronteiras
Uma das características que mais impressiona quem conhece o BNI é justamente o fato de o modelo não ter sido criado especificamente para Lucas do Rio Verde.
Trata-se de uma metodologia internacional, presente em diferentes países e cidades, com uma dinâmica estruturada e cronometrada.
Leonardo explica que um empresário que participa de uma reunião do BNI em Lucas do Rio Verde encontrará a mesma lógica em uma reunião realizada, por exemplo, nos Estados Unidos.
“É algo mundial. Se uma pessoa vier aqui na reunião de Lucas e for a uma reunião, por exemplo, lá nos Estados Unidos, ela vai ver que é a mesma metodologia.”
Essa padronização, segundo ele, dá consistência ao processo.
Mas o resultado depende de quem está disposto a colocar o método em prática.
“Se nós, ali dentro do BNI, nos propusermos a executar exatamente o que o nosso fundador, Ivan Misner, colocou em prática ao decorrer de todos esses anos, nós temos certeza de que realmente os resultados serão muito significativos para qualquer área, qualquer nicho, qualquer empresa que esteja disposta a executar e entrar no BNI.”
O sucesso é de quem participa
Talvez seja por isso que Vitor prefira não atribuir os resultados simplesmente ao BNI.
Quando provocado a definir o que a organização representa em uma palavra, ele responde rapidamente: “Sucesso.”
Mas faz questão de completar:
“O sucesso não é do BNI Hangar. O sucesso é dos membros que lá estão.”
A frase resume uma filosofia que aparece repetidamente nas falas dos três empresários. O BNI oferece método, ambiente, estrutura e oportunidades de conexão. A transformação, porém, depende da participação de cada integrante.
É preciso estar presente. É preciso conhecer. É preciso ouvir. É preciso estudar. É preciso indicar. E, principalmente, é preciso construir confiança.
No fim, os milhões movimentados são consequência de algo menos tangível e, talvez por isso mesmo, mais valioso: relações construídas ao longo do tempo.
Ronaldo fala em sementes plantadas e em uma colheita que ainda está por vir. Leonardo assume a presidência olhando para o próximo ciclo. Vitor, por sua vez, traduz a experiência em uma convicção simples: quando empresários fortalecem uns aos outros, toda a comunidade empresarial pode crescer junto.
Em Lucas do Rio Verde, o BNI Hangar está construindo exatamente isso: uma rede em que cada encontro pode abrir uma porta, cada indicação pode aproximar duas empresas e cada relacionamento pode se transformar em uma oportunidade.
Porque, no ambiente empresarial, conexões podem até começar com um cartão de visita.
Mas são a confiança e a capacidade de gerar valor que fazem com que elas permaneçam.






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