Ansiedade: quando o alerta natural do corpo se transforma em sofrimento
Transtornos cresceram impulsionados por fatores como o estresse da vida moderna, mudanças na dinâmica familiar e o uso excessivo de telas

Você sabia que a ansiedade faz parte da vida e é um mecanismo natural de defesa do organismo? Sim, é ela que prepara o corpo para enfrentar desafios e identificar possíveis riscos. No entanto, quando se torna excessiva, persistente e passa a comprometer a rotina, ela pode evoluir para um transtorno que exige atenção profissional.

E quem orienta sobre esse alerta e atenção aos sintomas é o médico psiquiatra Wagner Engelmann, que atua há sete anos em Lucas do Rio Verde. “A ansiedade passa a ser um transtorno quando é desproporcional à situação vivida e começa a gerar prejuízos no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos e na vida pessoal”, explica.
Natural da cidade de Três Passos (RS), Engelmann é formado em Medicina pela UNIDERP (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), em Campo Grande (MS), e realizou residência médica em Psiquiatria na Santa Casa de Caridade de Alegrete (RS).
Ele conta que se identificou com a psiquiatria, pois ela reúne áreas como conhecimento científico e histórias de vida. “Sempre gostei de ouvir histórias, entender a trajetória do ser humano, da família, das experiências vividas desde a infância e como a ciência explica essa influência à saúde mental, e como ela se torna uma avaliação importante para identificar como os transtornos surgem”, explica.
Sobre a ansiedade, o especialista explica o Brasil é um dos países com os maiores índices de ansiedade e os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas frequentemente incluem preocupação excessiva, pensamentos catastróficos, dificuldade para dormir, irritabilidade, taquicardia, sensação de falta de ar, tensão muscular e dificuldade de concentração.
O psiquiatra destaca ainda que os transtornos cresceram ainda mais, impulsionados por fatores como o estresse da vida moderna, as mudanças na dinâmica familiar, o uso excessivo de telas e redes sociais, e impactos deixados pela pandemia de Covid-19.
A pandemia aumentou a sensação de insegurança e vulnerabilidade. Muitas pessoas perderam empregos, famílias enfrentaram dificuldades financeiras, crianças ficaram afastadas da escola e o isolamento social trouxe consequências importantes para a saúde mental”.
USO EXCESSIVO DE TELAS
Entre crianças e adolescentes, a preocupação também aumenta. Para Dr. Wagner, o acesso precoce às telas e redes sociais expõe jovens a um excesso de informações e comparações para as quais ainda não possuem maturidade mental e emocional, o que favorece o desenvolvimento de quadros de ansiedade.
“O acesso irrestrito às redes sociais e às telas acontece em uma fase em que o cérebro ainda está em desenvolvimento. A criança e o adolescente não possuem maturidade para lidar com o enorme volume de informações, comparações e conteúdos disponíveis e isso contribui significativamente transtornos de ansiedade”, explica
TRATAMENTOS PARA ANSIEDADE
De acordo com o psiquiatra o tratamento é individualizado e pode incluir acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e, quando necessário, com a intervenção de medicamentos. A associação entre o acompanhamento psicológico e psiquiátrico também ótimos resultados, tanto os sintomas quanto as causas do sofrimento.
“Além do tratamento, a prevenção é um dos principais aliados da saúde mental, manter uma rotina equilibrada, praticar atividade física, cuidar da qualidade do sono, reduzir o tempo de exposição às telas, mas o mais importante é entender que ansiedade tem tratamento. Quanto mais cedo a pessoa procura ajuda, maiores são as chances de recuperar o equilíbrio emocional e a qualidade de vida”, conclui dr. Wagner Engelmann.
Agende uma consulta pelo (65) 99358-7005, a clínica está localizada na Rua Nonoai, 212 -S, Centro - Sala 04, segundo piso, acompanhe as dicas e orientações do médico no instagram pelo @drwagner_engelmann
Texto: Mryuska Pavão





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