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Número de novos casos de hanseníase diminui em Lucas do Rio Verde

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  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

Em 2025, foram registrados 92 novos casos, cerca de 35% a menos do que no ano anterior

(Foto: Ascom Prefeitura)
(Foto: Ascom Prefeitura)


Por Ascom Prefeitura/MP


Lucas do Rio Verde registrou em 2025, 92 novos casos de hanseníase, os dados são da Vigilância em Saúde do município. Na comparação com o ano anterior, a redução foi de cerca de 35%, 48 casos a menos.


Em relação ao tratamento, ofertado gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o relatório aponta que 93% dos pacientes diagnosticados, em 2024, foram curados.


A supervisora da Atenção Primária à Saúde Gabrielle Vidal ressaltou que os resultados positivos refletem o trabalho e a dedicação das equipes das unidades básicas e do Ambulatório de Hanseníase.


No ano passado, a Secretaria de Saúde elaborou o Protocolo Municipal de Hanseníase e criou o Ambulatório, específico para o tratamento dos casos mais complexos.


“O diagnóstico e todo acompanhamento continuam sendo realizados nas UBSs. Somente os casos que necessitam de mais atenção e que antes eram encaminhados para Cuiabá, agora são atendidos no município”, explicou a supervisora.


O Protocolo tem como objetivo, orientar e direcionar a conduta dos profissionais de saúde. A proposta é trabalhar o diagnóstico precoce, a busca ativa e a importância do tratamento da doença.


Segundo a supervisora, atualmente, Lucas do Rio Verde conta com 101 pacientes em acompanhamento, mas estima-se que o número de casos seja maior, devido a falta de diagnóstico.


A hanseníase é uma doença silenciosa, por isso a importância do diagnóstico precoce, para que seja iniciado o tratamento e evitar as complicações e a transmissão.


“Aos primeiros sintomas, surgimento de manchas na pele, perda de sensibilidade, procure a sua unidade de saúde. A hanseníase tem cura e tratamento gratuito na rede municipal”, finalizou a supervisora.


Hanseníase

Também conhecida como lepra ou Mal de Lázaro, a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae.


A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva ou secreções nasais de uma pessoa não tratada.


O paciente em tratamento ou que já teve alta, não transmite mais doença, nem mesmo por meio do compartilhamento de objetos.


A transmissão geralmente requer contato prolongado e frequente com uma pessoa infectada.


Entre os principais sintomas estão, o aparecimento de manchas na pele (manchas claras ou avermelhadas), com a perda da sensibilidade em relação ao calor, frio, dor e tato, redução dos pelos e suor e comprometimento dos nervos periféricos.


O diagnóstico é realizado por meio do exame físico geral dermatológico e neurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos.

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