MB Proteção: quando segurança se transforma em relacionamento

Há negócios que crescem a partir de uma oportunidade. Outros amadurecem à medida que aprendem a compreender, com profundidade, as necessidades de quem está do outro lado. A trajetória da MB Proteção, em Lucas do Rio Verde, reúne essas duas características. Criada a partir da percepção de uma lacuna no mercado regional, a empresa transformou o segmento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) em sua especialidade e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação para oferecer não apenas produtos, mas soluções capazes de acompanhar a realidade de diferentes atividades profissionais.

Rodrigo Biazzi Nascimento e a esposa, Sonia Marangon, chegaram a Lucas do Rio Verde em momentos diferentes e carregavam o desejo comum de empreender. Em 2011, depois de pesquisar o mercado e conversar com potenciais clientes, encontraram no segmento de EPI uma oportunidade concreta. Naquele momento, a região Norte de Mato Grosso ainda não contava com uma loja especializada nesse tipo de produto. O começo foi construído de maneira bastante próxima dos clientes. A MB identificava as necessidades de cada empresa, buscava as marcas e os produtos demandados e mantinha estoques compatíveis com aquela realidade. Com o crescimento econômico da região e a chegada de novas empresas, o portfólio foi naturalmente se ampliando.
Hoje, a MB trabalha com uma variedade de soluções para proteção das mãos, proteção respiratória, calçados, trabalho em altura, proteção química e diferentes atividades que exigem equipamentos específicos. A empresa também atua como distribuidora Ansell na região Norte de Mato Grosso, fortalecendo sua capacidade de atendimento e distribuição. Mas é justamente na forma de trabalhar que Rodrigo identifica o principal diferencial da empresa. Para ele, EPI não pode ser tratado simplesmente como mais um item de compra. Precisa cumprir sua função no cotidiano de quem o utiliza. “EPI bom não é aquele que fica guardado no armário. É aquele que o funcionário usa”, afirma.
A frase sintetiza uma filosofia que está presente na relação da MB com seus clientes. A escolha de um equipamento deve considerar o risco envolvido, a atividade desempenhada, a frequência de utilização, a durabilidade e a adaptação ao trabalho. Em determinadas situações, a empresa recorre aos próprios fabricantes para levar conhecimento técnico até o cliente, avaliar necessidades e buscar o equipamento mais adequado.
Esse trabalho pode envolver demonstrações, testes, homologação de produtos e até a manutenção de estoques específicos. Em atividades que envolvem riscos químicos, por exemplo, a equipe técnica dos fabricantes pode participar da análise dos produtos utilizados e da definição dos equipamentos mais apropriados. É uma abordagem que amplia a discussão sobre custo. Na visão de Rodrigo, o preço de compra é apenas uma parte da conta. Um equipamento mais adequado pode reduzir trocas, diminuir o tempo de parada dos colaboradores e contribuir para a redução da geração de resíduos. “Você se preocupa com o teu negócio ou com o negócio do cliente. Com o negócio do cliente, exatamente. Esse tem sido o nosso diferencial”, resume.
A estrutura da MB também acompanhou esse processo de crescimento. A atual sede trouxe maior capacidade de estoque e mais espaço para uma operação voltada ao atendimento empresarial e à distribuição. Em vez de multiplicar filiais, a empresa escolheu manter sua base em Lucas do Rio Verde e utilizar a estrutura local, os canais digitais e a logística para ampliar o alcance. Essa estratégia permite que a MB atenda clientes de diferentes municípios e mantenha sua vocação regional, com Lucas do Rio Verde como ponto de partida para uma atuação cada vez mais ampla em Mato Grosso.
Uma nova dimensão para os relacionamentos
É nesse contexto que a presença da MB no BNI Hangar ganha significado especial. Convidado a conhecer o grupo, Rodrigo encontrou na metodologia uma forma estruturada de fazer algo que considera essencial para qualquer empresário: sair do cotidiano operacional e dedicar tempo para conhecer pessoas, negócios e necessidades. “Como empresários, principalmente nós pequenos e médios empresários, nos deparamos com uma situação um pouco diferente. Estamos muito ligados no operacional do negócio”, observa.
No BNI, a proposta de referências qualificadas aproxima essa filosofia da rotina empresarial. Rodrigo passou a conhecer os demais integrantes, entender suas atividades e identificar quais situações poderiam gerar conexões relevantes. Ao mesmo tempo, os outros empresários passaram a conhecer melhor a MB, seus produtos e sua forma de atuação. A empresa ocupa no grupo a cadeira de EPI. Isso significa que, dentro da dinâmica do BNI, Rodrigo apresenta a especialidade da MB e trabalha para que os demais membros compreendam quando e para quem uma indicação pode fazer sentido. “Eu tenho que conhecer todos os membros. Passar para todos os membros a forma que eu trabalho, quais são os meus produtos, para que eles possam ir lá e me indicar para amigos, para familiares, para clientes”, explica.
Mais do que uma ferramenta comercial, porém, Rodrigo enxerga no BNI uma oportunidade de aprendizado. A convivência semanal com empresários de diferentes segmentos permite observar práticas, soluções e formas de relacionamento que podem ser incorporadas à própria empresa. É uma troca que combina com a história da MB. Desde o início, a empresa cresceu ouvindo o mercado, entendendo demandas e ajustando seu portfólio às necessidades de quem utiliza seus produtos.
No fim, talvez seja essa a conexão mais natural entre a MB Proteção e o BNI Hangar: ambos são construídos sobre confiança. De um lado, uma empresa que entende que proteger pessoas exige mais do que entregar um equipamento. De outro, uma rede empresarial baseada na ideia (PROCESSO VCR: VISIBILIDADE, CREDIBILIDADE, RENTABILIDADE). E, para Rodrigo, é justamente quando relacionamento e conhecimento caminham juntos que uma indicação deixa de ser apenas um contato e passa a abrir uma oportunidade real de negócio.

Texto: Celso Nery





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